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Ancelotti deve deixar Neymar no banco e indicar Rayan como substituto de Raphinha contra a Escócia

Técnico projeta duelo contra Escócia, que vale a liderança do Grupo C. Foto: Reprodução/Internet

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BRASIL – O técnico Carlo Ancelotti confirmou, em coletiva de imprensa, o retorno de Neymar à Seleção Brasileira para o duelo desta quarta-feira (24), às 17h (horário de Manaus), contra a Escócia, pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita, o atacante treinou sem restrições durante a semana e pode disputar seu quarto Mundial. Apesar da liberação, a tendência é que o camisa 10 inicie a partida no banco de reservas.

Durante a entrevista, Ancelotti demonstrou otimismo com a volta do jogador. “Neymar trabalhou bem esta semana e estamos muito contentes com sua volta. Obviamente que, com a qualidade dele, pode ajudar muito ao time”, afirmou. Questionado sobre o tempo que o atleta teria condições de permanecer em campo, o treinador italiano respondeu com bom humor: “Ele pode jogar. Eu posso jogar 90 minutos caminhando [risos]. Ele treinou muito bem, estou muito feliz com ele”.

A falta de ritmo, já que Neymar não atua há mais de um mês, deve levá-lo a começar como opção no banco. Para o confronto, a única baixa confirmada em relação à vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta-feira (19), na Filadélfia (EUA), é o atacante Raphinha, lesionado no posterior da coxa direita.

Sem confirmar oficialmente o substituto, Ancelotti deu claros sinais de que Rayan será o escolhido. O ex-jogador do Vasco, atualmente no Bournemouth, da Inglaterra, disputa a vaga com Luiz Henrique. “Acho que o Rayan, quando entrou no lugar do Raphinha [contra o Haiti], fez um bom jogo. Rayan tem muito potencial nesse aspecto [de ‘alargar o campo’]. Temos outros jogadores que podem se adaptar ao sistema, mas se precisarmos dessa amplitude, o Rayan pode fazer esse papel”, explicou.

Ancelotti também afastou qualquer possibilidade de poupar os laterais Douglas Santos e Casemiro, ambos pendurados com um cartão amarelo. “Pensamos em ganhar o jogo com a melhor escalação possível. Não pensamos em cartão. Temos que jogar um jogo completo”, resumiu.

Cenário do grupo

O Brasil lidera o Grupo C com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas à frente no saldo de gols (três a um). A Escócia soma três pontos, enquanto o Haiti ainda não pontuou. No mesmo horário da partida em Miami, Marrocos e Haiti se enfrentam em Atlanta (EUA), em jogo que influencia diretamente a classificação final.

A meta brasileira é assegurar a primeira colocação, muito mais por questões logísticas do que pelo adversário que viria do Grupo F, composto por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Liderando a chave, a delegação poderá permanecer concentrada em Nova Jersey para a fase de mata-mata. Caso fique em segundo, o Brasil terá que viajar até Monterrey, no México, para disputar as oitavas de final e, se avançar, retornaria aos Estados Unidos com bases itinerantes. Há ainda o cenário de classificação como um dos oito melhores terceiros colocados, o que poderia levar o time a jogar em território norte-americano ou mexicano, conforme os resultados da primeira fase.

“Não vamos focar no jogo de Marrocos. Vamos pensar no que temos de fazer e fazê-lo bem. Melhorar o [que foi feito no] jogo contra o Haiti. A Escócia tem uma boa equipe, estão com a oportunidade de se classificar melhor no grupo”, finalizou Ancelotti.

Redação:

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