MANAUS – O candidato ao Senado Alberto Neto manifestou apoio ao pedido da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja considerado impedido de atuar na apuração relacionada a um relatório da Polícia Federal (PF) sobre a Operação Compliance Zero. A manifestação foi publicada por Alberto Neto nas redes sociais.
Na publicação, o candidato afirmou que Gonet teria mantido contato com o banqueiro Daniel Vorcaro, além de mencionar uma suposta viagem do filho do procurador a Londres em avião ligado ao ex-banqueiro. Alberto Neto também declarou que Gonet e o ministro Alexandre de Moraes não deveriam atuar no caso envolvendo o Banco Master.
O posicionamento ocorreu após a ADPF solicitar que Gonet se declare impedido na investigação. A entidade argumenta que o nome do procurador aparece no relatório elaborado pela PF e cita as regras de impedimento e suspeição previstas no Código de Processo Penal para integrantes do Ministério Público.
O documento foi produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e reúne informações sobre mensagens e contatos de Vorcaro com autoridades. Entre os nomes mencionados estão Alexandre de Moraes e Paulo Gonet.
A ADPF também questionou a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de apurar a atuação dos policiais que elaboraram o relatório. Para a associação, os agentes cumpriram uma determinação judicial e não deveriam ser responsabilizados pela produção do documento.
Além do pedido de impedimento de Gonet, a entidade solicitou o arquivamento do procedimento aberto pela PGR e defendeu uma investigação ampla sobre os fatos relacionados à Operação Compliance Zero. A associação também informou que prestará assistência aos delegados e servidores que eventualmente sejam envolvidos na apuração.







