MANAUS (AM) – O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), defendeu o fortalecimento das políticas públicas voltadas aos povos indígenas durante entrevista à TV Diário, nesta quarta-feira (21). Para Omar, é a oportunidade ideal para ampliar o diálogo com as comunidades, melhorar a estrutura de atendimento e incentivar a comercialização de produtos indígenas.
“Tenho uma boa relação com todos, já dialoguei com diversas etnias e visitei várias comunidades. Os indígenas não querem morrer de fome, querem viver bem. As pessoas que falam mal dos indígenas é porque não veem a situação em que eles vivem. É preciso ter empatia por eles, que são os verdadeiros donos desta região”, afirmou.
Omar propôs fortalecer a secretaria estadual responsável pelas políticas indígenas para garantir maior interlocução com as comunidades e facilitar o acesso aos recursos públicos.
“Muitas vezes, os recursos não chegam nem para eles. No meu governo, teremos condições de tornar a secretaria indígena muito forte, para ter essa interlocução”, disse.
O candidato também ressaltou a importância de respeitar as formas de organização de cada povo, ouvindo diferentes lideranças.
“Dentro de uma etnia, não existe apenas um líder. Não é tão simples como as pessoas pensam, por não conhecerem essa realidade. Você não tem que conversar só com um”, explicou.
Incentivo à produção indígena
Na área econômica, Omar defendeu o incentivo à produção e à comercialização de produtos desenvolvidos pelas comunidades indígenas. Como exemplo, citou as biojoias produzidas por indígenas de Benjamin Constant, que, segundo ele, já alcançam mercados internacionais.
A proposta busca ampliar as oportunidades de geração de renda, valorizando os conhecimentos tradicionais e respeitando as identidades culturais dos povos originários.
Experiência e articulação política
Durante a entrevista, Omar também destacou sua experiência administrativa e a capacidade de articulação com o governo federal como diferenciais para enfrentar os desafios do Amazonas, especialmente nas áreas de saúde, segurança pública e educação.
“Quando eu ofereço o meu nome, estou oferecendo meu nome com experiência, conhecimento e os contatos e a interlocução que tenho hoje, que são diferentes dos de 2010. Hoje, quando chego a Brasília, não preciso ir pela mão de ninguém, seja quem for o presidente da República. Há uma diferença muito grande entre um momento e outro”, afirmou.
Omar lembrou sua participação na CPI da Covid, na discussão sobre o fim da escala 6×1 e na Reforma Tributária como exemplos da experiência acumulada no Congresso Nacional.
“O que eu faria diferente? Muita coisa, porque hoje eu telefono para qualquer ministro e ele vai atender na hora. É diferente: você ganhou respeito, liderança”, concluiu.







