BRASIL – Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou nesta segunda-feira (19) que o Bolsa Família terá uma nova regra de transição caso o candidato à presidência vença a eleição de 2026. Pela proposta, quem recebe o benefício poderá continuar recebendo os valores por até 24 meses após conseguir um emprego formal ou iniciar um negócio próprio. Depois desse período, o beneficiário deixaria de receber o auxílio.
Daniella Marques afirmou que a proposta também prevê o retorno automático ao programa caso a pessoa perca o emprego ou a tentativa de abrir um negócio não dê certo.
Segundo ela, o plano econômico da campanha inclui a criação de um Ministério da Prosperidade, que seria responsável por desenvolver medidas para incentivar a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho. Entre as ações previstas estão a oferta de crédito para abertura de negócios, cursos de capacitação e parcerias com empresas privadas.
A coordenadora afirmou que a proposta pretende manter as proteções sociais e, ao mesmo tempo, incentivar os beneficiários a buscar outras fontes de renda.
O Bolsa Família foi relançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março de 2023. Em setembro de 2026, o governo anunciou um reajuste de aproximadamente 15,04% no valor mínimo do benefício, que passou de R600paraR600paraR 691.
Para receber o auxílio, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218, além da inscrição e da atualização dos dados no Cadastro Único (CadÚnico). Também é necessário cumprir exigências nas áreas de saúde e educação.
O programa prevê pagamentos adicionais conforme a composição familiar, incluindo valores destinados a crianças pequenas, gestantes e adolescentes.
Atualmente, existe uma regra de proteção que permite que famílias que aumentem a renda após conseguir emprego continuem recebendo parte do benefício por um período determinado, desde que respeitem os limites estabelecidos pelo programa.
A proposta apresentada pela equipe de Flávio Bolsonaro prevê um período de até dois anos de recebimento após a conquista de trabalho. A mudança dependeria de uma eventual eleição do senador e da implementação das regras pelo futuro governo.







