MANAUS (AM) – Wanda Castro, terapeuta capilar e profissional da rede de salões Espaço Amanda, em Manaus, morreu nesta terça-feira (13) após ser submetida a uma cesárea na maternidade Dona Nazira Daou, localizada na Zona Norte da capital amazonense. Familiares acusam a unidade de saúde de negligência médica. O bebê recém-nascido sobreviveu, e a vítima deixa ainda um outro filho.
Segundo relatos de parentes publicados em redes sociais, Wanda já havia enfrentado complicações na primeira gestação, do filho mais velho, atualmente com 20 anos. Apesar de o histórico ter sido comunicado à equipe médica, a paciente teria sido submetida inicialmente a um parto normal.
Somente após horas de tentativa e diante do agravamento do quadro, a terapeuta capilar foi levada à cesárea, momento em que não resistiu. De acordo com a família, ela sofreu uma hemorragia grave durante o procedimento.
“Minha mãe, uma pessoa extraordinária, foi tirada da minha vida como se fosse uma estatística. Queremos justiça por Wanda Castro”, declarou o filho mais velho.
A família sustenta que o histórico clínico de Wanda não foi considerado, o que poderia ter evitado o desfecho fatal. “Por isso, pedimos JUSTIÇA, investigação rigorosa, esclarecimentos e responsabilização, para que todos os fatos sejam apurados e nenhuma outra família precise passar por uma tragédia semelhante”, afirma trecho de um comunicado divulgado pelos parentes.

Parto na recepção
Em abril deste ano, a mesma maternidade foi alvo de outra denúncia após uma jovem de 18 anos dar à luz na recepção da unidade enquanto aguardava atendimento. A gestão da maternidade foi exonerada, e o episódio foi classificado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) como violência obstétrica.
Ana Clara chegou ao local já perdendo líquido e com fortes dores, mas foi mantida em pé. Conforme a família, havia maca disponível. Pouco depois, a jovem avisou que a cabeça do bebê estava saindo, e o parto foi realizado na recepção, em uma cadeira de rodas, diante de diversas pessoas.
Na época, a maternidade afirmou que a paciente deu entrada já em período expulsivo e foi acolhida imediatamente. Segundo a nota, ela recebeu toda a assistência pós-parto necessária, sem intercorrências, e foi transferida para a enfermaria para continuidade dos cuidados, incluindo orientações sobre amamentação.
Procurada, a maternidade ainda não se pronunciou sobre os protocolos adotados no caso de Wanda Castro que resultaram na morte da gestante.







