MANAUS – Segundo o delegado Adanor Porto, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), os assassinatos de Maurício Medeiros dos Santos, de 36 anos, e Letícia Rikaely Guimarães da Cruz, de 19 anos, estão esclarecidos. O irmão de Maurício foi quem planejou o assalto à casa no Monte das Oliveiras, nesta terça-feira (8), chamou os comparsas e ainda mandou matar o irmão, enquanto ele mesmo matava a cunhada.
Os suspeitos Leonardo Neves Mota, de 28 anos, Juan Pereira da Silva, de 20, e Pedro Henrique da Silva Fernandes, de 22, confessaram tudo. Pedro Henrique é o irmão de Maurício, que montou o plano ao saber que a vítima tinha R$ 45 mil guardados em casa.
“Ele (Leonardo) fala que o mentor intelectual desse crime seria o próprio irmão da vítima, Pedro Henrique, e que Pedro Henrique teria passado informações para eles de que o irmão trabalhava com compra e venda de veículos e possuía grandes valores em casa, uma monta de R$ 40 mil a R$ 45 mil. Em razão disso, orquestrou essa empreitada criminosa”, diz o delegado.
FOI RECONHECIDO
Apesar de usarem balaclavas, Maurício reconheceu Pedro, e aí ele resolveu matar o irmão e a cunhada. “Eles entraram na residência com balaclava, amarraram as vítimas, amordaçaram as vítimas e, em determinado momento dessa empreitada criminosa, o irmão Maurício, irmão do Pedro, que é autor, havia identificado o seu irmão. Mesmo com a balaclava, tentando se esconder, ele conseguiu identificar o irmão”, disse o delegado.
“O Leonardo relata em seu depoimento que o Pedro havia falado que, agora que seu irmão o reconheceu, era para matar ele. E, dessa forma, foi feito”, completou.
Maurício e Letícia foram mortos em cômodos separados.
BRIGA E FUGA
Pedro Henrique disse ainda que brigou com Maurício na casa do irmão, quando morava com ele. “Durante sua estadia na casa de Maurício, o Pedro Henrique relata que eles teriam tido desavenças. Então, o autor já trazia uma rixa com seu irmão, e isso continuou na hora do roubo”, afirmou Adanor Porto.
Após o roubo e as mortes, o trio fugiu no carro da vítima, mas foi preso com ajuda da Polícia Rodoviária Federal, da Guarda Civil Municipal de Fronteira de Bonfim, da Polícia Militar de Roraima e das polícias civis do Amazonas e de Roraima, além das forças de segurança de Lethem, na Guiana, para onde fugiriam.
O caso segue com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que procura mais suspeitos e dados que envolvam o crime.







