BRASIL – A influenciadora Jaqueline Ramazotti, que compartilha histórias reais de seguidoras, viralizou nas redes sociais ao divulgar o relato de uma mãe que afirma ter medo do próprio filho, de apenas 7 anos. No depoimento, a mulher diz acreditar que a criança apresenta traços de psicopatia e pede ajuda para saber como agir.
Segundo o relato, os primeiros sinais apareceram quando o menino tinha 4 anos e começou a frequentar a escola. A mãe conta que ele empurrava colegas sem motivo, passava rasteiras e chegava a dizer que “as crianças tinham que morrer”. A escola chegou a chamar os pais, suspeitando que o comportamento fosse reflexo do ambiente familiar. “Eu e meu marido nunca nem discutimos na frente dele”, reproduziu Jaqueline, conforme o depoimento da mulher.
A situação se agravou aos 6 anos, durante uma visita à chácara de uma amiga da família. O menino pediu para brincar com os coelhos do local. Minutos depois, a dona da casa encontrou um dos animais morto, com o pescoço quebrado. Questionado, o menino negou qualquer envolvimento. “Com seis anos de idade, um cinismo”, desabafou.
A criança já é acompanhada por psicóloga e psiquiatra, mas a mãe afirma não ver melhora. “Ele conversa, parece uma criança normal, mas não é. Ele consegue enganar até ela”, diz. A mulher também relata que o marido compartilha do mesmo medo: “Até o meu marido tem medo”.
O que dizem os especialistas
Crianças e adolescentes não podem ser diagnosticados como psicopatas, segundo os critérios atuais da psiquiatria. O diagnóstico de transtorno de personalidade antissocial só pode ser feito em maiores de 18 anos. No entanto, manuais como o DSM-5 descrevem o “transtorno de conduta” para casos de comportamentos severos que violam direitos de outras pessoas ou normas sociais.
Ausência de manifestações emocionais, em crianças bem jovens, aos cinco ou seis anos, já podem ser vistas, mas os especialistas pedem cautela. Com o passar do tempo, muitos jovens que apresentam características compatíveis com a psicopatia aos 15 anos deixam de atender a esses mesmos critérios mais tarde, quando têm 21 ou 22 anos.
Já o transtorno de conduta, que pode ser identificado antes dos 18 anos, está relacionado a quebrar regras e agressões repetidas. Segundo o DSM-5, esses pacientes apresentam “emoções pró-sociais limitadas”, vistas em uma certa falta de sensibilidade. Muitas dessas crianças são muito destemidas, têm níveis baixos de medo diante de ameaças ou não param de fazer coisas pelas quais são repreendidas ou punidas.




