AMAZONAS – Ex-deputado federal acusado de corrupção pelo Ministério Público Federal (MPF), o delegado da Polícia Federal, Pablo Oliva (PL), está de volta às redes sociais como candidato a deputado federal, seis anos após ser alvo da Operação Seronato, comandada pela própria instituição, onde foi acusado de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Na época, a PF disse que as provas dos crimes e indícios de autoria foram colhidos ao longo do primeiro inquérito, ainda em 2019, e apontaram que ele usou o próprio cargo para conseguir informações privilegiadas e vender uma empresa no nome da mãe, no valor de R$ 500 mil.
Neste caso, a PF também investigou o ex-deputado por falsidade, favorecimento em razão de cargo e lavagem de dinheiro, no contexto da subcontratação que teria resultado em uma suposta cruzeta com um consórcio de empresas. A PF informou à época que a empresa da mãe do policial federal teria executado o paisagismo do aeroporto Eduardo Gomes, no valor de R$ 1.200.00,00 por dessas ações irregulares.
DERROCADA POLÍTICA
Após ter o nome ligado pela própria Polícia Federal no suposto esquema, a carreira política de Pablo Oliva desandou. Eleito em 2018 apoiado na onda bolsonarista, com 151.649 votos, o delegado não foi reeleito em 2022 e nunca mais teve o nome aprovado nas urnas.
Neste fim de semana, ele apareceu em um vídeo afirmando ser contra a corrupção, usando o julgamento do ex-governador Wilson Lima (União Brasil) como mote para tentar criar uma imagem de político que combate desvios de dinheiro público.
Já em 2022, porém, a PF realizou busca e apreensão no condomínio Vila Rica, na Avenida Efigênio Salles, na casa da mãe do deputado, a empresária Eda Oliva.
A operação foi autorizada naquela época pelo 2ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, mas teria vazado, o que resultou na exoneração dela do cargo de diretora-presidente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).
CANDIDATO MILIONÁRIO
Apesar de ter ficado sem mandato, o candidato apresentou este ano um patrimônio considerável. Pablo é milionário, e apresentou ao TSE um total de mais de 1,1 milhão em bens.
Aplicações, contas, carros e até R$ 120 mil em dinheiro vivo, conforme dados públicos publicados pela Justiça Eleitoral.

Ao que tudo indica, Pablo segue com a mesma estratégia. Essa semana usou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para engajar em vídeo nas rede sociais, contando com a memória curta do eleitor e ignorando críticas como a que o chamou de “sem educação”.








