MANAUS – Um plug anal na foto sobre o dinheiro apreendido na Operação Usura, realizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) nesta segunda-feira (27), chamou a atenção dos internautas.
O objeto estava sobre os R$ 160 mil reais em espécie apreendidos. Um PM e três advogados são alvo da operação, onde agiotas cobram 70% de jutos de servidores públicos para emprestar até R$ 200 mil.
O que era feito com o plug anal não foi comentando pelo MP.
A investigação foi instaurada há cerca de quatro meses, após denúncia apresentada por uma servidora do Poder Judiciário, que relatou a atuação do grupo contra servidores públicos. A partir das diligências realizadas, o Gaeco identificou uma estrutura organizada voltada à concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos e à intimidação de vítimas para garantir o pagamento das dívidas.
As ações operacionais tiveram início na última quarta-feira (22/07), quando um policial militar investigado por integrar a organização criminosa foi preso. Nesta segunda-feira, foi deflagrada a fase principal da operação, com o cumprimento dos demais mandados judiciais expedidos pela Justiça.
O coordenador do Gaeco e do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo), promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, informou que as investigações são conduzidas pelo promotor de Justiça André Epifânio, com apoio dos demais membros do Gaeco, e prosseguirão para identificar toda a extensão de atuação dos criminosos e responsabilizar todos os envolvidos.
Investigação
Entre os investigados estão um policial militar e três advogados. Os escritórios dos profissionais também foram alvo das buscas, por serem vinculados diretamente aos investigados.
Até o momento, foram identificadas inúmeras vítimas, a maioria servidores do Poder Judiciário. Ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema nem delimitar o período exato de atuação da organização criminosa.
Apreensões
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias dos investigados. Preliminarmente, cerca de R$ 160 mil em espécie foram localizados durante a operação, valor que ainda será submetido à conferência oficial.
As investigações prosseguem sob sigilo para aprofundar a apuração dos fatos, identificar a totalidade das vítimas, dimensionar os prejuízos causados pelo grupo criminoso e verificar a eventual participação de outros envolvidos na organização criminosa.







