MANAUS (AM) – A plataforma nacional de envio de alertas à população pela Defesa Civil está temporariamente fora do ar neste sábado (20) após uma instabilidade de abrangência nacional ocorrida durante a madrugada. Segundo a administração municipal, a falha atinge todos os municípios que operam o sistema integrado, incluindo Manaus. O caso é investigado pela Polícia Federal.
Apesar da indisponibilidade, está mantido o monitoramento ininterrupto das condições meteorológicas e das áreas de risco da cidade. Equipes seguem mobilizadas para atender eventuais ocorrências e adotar providências de proteção à população.
Até o momento, não há previsão oficial de normalização da plataforma. A gestão municipal afirma que acompanha o caso e continuará prestando assistência pelos meios oficiais.
Invasão cibernética derrubou sistema
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), confirmou ter acionado a Polícia Federal para investigar a autoria e o alcance do ataque cibernético que comprometeu o sistema Defesa Civil Alerta. Como medida de precaução, a plataforma foi retirada do ar e só voltará a operar quando todas as condições de segurança forem restabelecidas.
O incidente começou por volta de 1h30 desta sexta-feira (20), quando milhares de aparelhos celulares receberam uma notificação sonora classificada como “alerta extremo”, categoria reservada a situações de perigo iminente. Além da sirene, a mensagem trazia apenas a palavra “misantropia”, termo que designa aversão ou ódio à humanidade, e também “invasão alienígena”. O disparo inesperado provocou apreensão e intensa repercussão nas redes sociais, levando as autoridades a abrir investigação imediata.
A principal hipótese com a qual trabalha a Secretaria Nacional é a de invasão coordenada aos sistemas responsáveis pela emissão dos alertas. Em comunicado, o órgão afirmou que atua para restabelecer a plataforma o quanto antes, mas condiciona a retomada à implementação de salvaguardas que garantam a integridade do sistema. Caberá à Polícia Federal identificar os responsáveis pela ação e dimensionar os impactos do ataque.







