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Home Brasil

Prefeito que é médico é acusado de fazer aborto em amante sem ela saber: ‘Disse que faria exame’

Colaboração para o Expresso AM, em Manaus Por Colaboração para o Expresso AM, em Manaus
8 de maio de 2023
no Brasil
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O médico Erivelton Teixeira teve um relacionamento com a vítima e a dopou. Foto: Reprodução

O médico Erivelton Teixeira teve um relacionamento com a vítima e a dopou. Foto: Reprodução

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CAROLINA (MA) – O médico Erivelton Teixeira (PL), atual prefeito de Carolina, no Maranhão, é acusado pela Polícia Civil e Ministério Público do Tocantins por realizar um aborto em Rafaela Maria, 34 anos, sem seu consentimento. O homem era casado e tinha um relacionamento extraconjugal com a vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) aceita pela Justiça do Tocantins, o aborto aconteceu em um motel em Augustinópolis, no Bico do Papagaio, em 2017. Na ocasião, o denunciado disse para Rafaela que faria um exame com um aparelho de ultrassonografia portátil. “Ele disse que faria um exame e me fez um aborto”, disse a vítima.

No quarto, o médico disse ainda que ia retirar um pouco de sangue para exame e injetou um sedativo que deixou a mulher desacordada. O procedimento de curetagem foi feito com a ajuda de Lindomar da Silva Nascimento (PL), que também é réu no processo e atualmente é vereador. Na época, ele era motorista do médico.

“Erivelton foi reeleito mesmo depois da história sair em alguns lugares. Eu sempre saí como a mentirosa e oportunista. Agora eu moro fora do país porque, no Brasil, eu já não estava segura”, contou.

Após o procedimento, Rafaela foi deixada em casa sozinha e ao acordar sentiu muitas dores. Como não conseguia falar com Erivelton, quem passou as coordenadas dos medicamentos e as doses foi Lindomar, que intermediava as conversas.

O juiz Alan Ide Ribeiro da Silva, da 2º Escrivania de Augustinópolis aceitou a denúncia no dia 20 de abril e os suspeitos vão responder pelo crime de provocar aborto sem o consentimento da gestante. A pena pode variar de três a dez anos de prisão.

Vítima mandou mensagem para o vereador Lindomar após o procedimento — Foto: Divulgação/Polícia Civil

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Tags: abortocarolinaCrimeMaranhãoprefeitosem consentimentovereador

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